Paty Dibona

07 julho 2014

Lembranças de Florença

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Abro o mapa mundi e fico imaginando em que ponto dele você pode estar. Ninguém me trouxe notícias, nem nossos amigos em comum tocam no seu nome. Também nunca tive coragem de perguntar. Prefiro deixar que os meus delírios dêem a você um final feliz, mesmo que não seja comigo.

Quando amanhece, pequenas coisas me fazem sentir sua falta. O café da manhã sozinha, o céu da cor dos seus olhos, as fotografias espalhadas... Foram tantos sonhos e uma vida medíocre de incertezas, que apesar de todos os contras, não posso negar que foi um sonho feliz.

Não existe um dia em que eu não pense. Não existe um dia sem você, pois as lembranças surgem, de repente, torturando e é uma dor tão difícil de suportar. Posso parecer dramática, mas você me ensinou a ser assim. Lembra quando me disse para não sumir?

Sabe o que acontece? Tem dias que eu fico assim, perturbada. Parece uma conspiração do mundo me obrigando a não esquecer você. Sempre tive um lado sensitivo, e daí é que vem a sensação de que eu falhei nessa história. Eu podia ter corrido atrás, mas deixei você ir. 

Você foi. É, eu sei que você se foi pra sempre. E fico idealizando, todos os dias, o momento em que você bate de novo na minha porta, com uma flor roubada, uma garrafa de vinho e a gente fugindo por aí, quem sabe pegando o primeiro avião de volta à Florença.

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